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13.11.14

Manoel de Barros: O Tempo...

O Tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Pra não morrer
É só amarrar o Tempo no Poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no Poste!
E respondendo mais: 
dia que a gente estiver com tédio de viver é só desamarrar o Tempo do Poste.

Manoel de Barros (1916 - 2014)


26.5.14

Tiempo de Mayo

Si me voy de mayo a junio,
Si vuelvo de junio a mayo
No me cabe en los dos puños
Toda la furia que traigo.

De mayo traigo este grito
Rebelde y desmesurado
Para despertar en junio
Las raíces de allá abajo.

...
Armando Tejada Gómez

20.3.14

Otávio, dois aninhos de muita graça e boniteza!
Feliz aniversário – meu amado guri!

10.2.14

13.12.13


Dran é o nome do cara criador disso aí.
Ele é um artista de rua francês que usa da arte para mostrar seu peculiar olhar sobre a sociedade contemporânea, repleto de uma critica cínica e corrosiva a respeito da cultura moderna.
Entre os admiradores da street art, Dran já ganhou o apelido de “Banksy Francês”.

10.12.13

Revista íntima vexatória


No dia 25 de outubro de 2013, após o ato organizado pelo Movimento Passe Livre por Tarifa Zero em São Paulo, diversos manifestantes foram detidos pela Polícia Militar, em mais uma ação truculenta contra o direito de livre manifestação, como tem acontecido na maior parte das cidades desde junho de 2013. 

As prisões desse dia foram sucedidas por um flagrante. Um flagrante do abuso das forças policiais do Estado de São Paulo contra as mulheres. Todos os detidos naquele dia foram encaminhados a diferentes delegacias da cidade em um orquestrado show de irregularidades por parte da Polícia. Parte disso foi que nesse dia somente as mulheres passaram por revista íntima vexatória ainda na delegacia.

A partir de vários depoimentos de mulheres que passaram pelo constrangimento desta revista vexatória no ato de 25 outubro, foi construído coletivamente um relato que pode ser visto neste vídeo (Produção e edição: Li Fernandes e Yasmin Thomaz. Narração: Gabriela Veiga).

4.12.13

De onde ela vem?


De onde ela vem? De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas 
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas
Delibera, e, depois, quer a executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...

Quebra a força centrípeta que a amarra
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica!

Augusto dos Anjos